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Evento em BH discute os desafios da alimentação saudável na escola

Evento em BH discute os desafios da alimentação saudável na escola

Pais, mães, educadores, diretores de escolas, donos de cantinas, nutricionistas e ativistas da infância participam em Belo Horizonte do debate “Alimentação Saudável na Escola – Da teoria para a prática”. O evento gratuito acontece no dia 22 de novembro de 2017 e é uma realização da Rede Brasileira Infância e Consumo – Rebrinc. As nutricionistas Cláudia Dias e Juliana Abrahão, ambas com experiência em projetos e cardápios saudáveis para escolas, além da educadora Fernanda Clímaco e da neuropsicopedagoga Valéria Vilela serão as palestrantes do encontro. Para falar sobre ações para o combate ao consumismo infantil e à publicidade na escola, participa do debate a educadora para o consumo e integrante da Rebrinc, Desirée Ruas.

Legislação versus realidade
Enquanto as escolas públicas possuem diretrizes mais claras sobre o que pode ser oferecido na merenda escolar, nas escolas privadas a situação é bem diferente. Há mais de uma década tramitam na Câmara dos Deputados e no Senado, projetos de lei sobre alimentação escolar saudável. Muitos estados possuem legislações sobre o tema mas sem uma lei federal, as cantinas escolares por todo o Brasil continuam vendendo alimentos não saudáveis.

Minas Gerais foi um dos primeiros estados a ter uma legislação relacionada com a cantina saudável para escolas. A redação da lei contou com a participação da nutricionista Cláudia Dias. Em Minas Gerais, a Lei 18.372/2009 proíbe a venda e distribuição gratuita de alimentos muito calóricos e pobres em nutrientes como frituras, doces, salgadinhos, picolés cremosos e refrigerantes. Mas apenas as escolas públicas estaduais mineiras contam com a Resolução 1.511, da Secretaria Estadual de Educação, que regulamentou em 2010 os produtos cuja comercialização é proibida. Sobretudo nas escolas particulares do estado encontramos alimentos não saudáveis disponíveis em suas lanchonetes. O jogo de empurra entre famílias e escolas, sobre a responsabilidade a respeito do tema, contribui para aumentar a má alimentação dos alunos e o predomínio da indústria dos ultraprocessados no ambiente escolar.

Pesquisa recente
Apesar das leis existentes em vários estados e municípios brasileiros, a qualidade da alimentação vendida nas escolas ainda preocupa. Dois de cada três alimentos consumidos por crianças e adolescentes nas cantinas de escolas privadas do país têm baixo valor nutricional. Essa é uma das conclusões da pesquisa Hábitos Alimentares de Crianças e Adolescentes em Cantinas de Escolas Privadas no Brasil em 2016, realizada pelo Center for Behavioral Research (CBR) da Escola Brasileira de Administração Pública e de Empresas da Fundação Getúlio Vargas (FGV Ebape), em parceria com a empresa Nutrebem.

Foram analisadas mais de 1,2 milhão de compras feitas no ano passado por mais de 19 mil estudantes em cantinas de 97 escolas localizadas em 25 cidades de sete Estados brasileiros como Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Pará, Santa Catarina e Bahia, além do Distrito Federal.

Ações urgentes
Estamos vivendo a “Década de Ação sobre Nutrição” (2016-2025) da Organização das Nações Unidas e o desafio da obesidade infantil preocupa. Os dados estatísticos nos dão a dimensão do problema: a obesidade infantil triplicou nos últimos 20 anos (IBGE 2008-2009). 15% das crianças brasileiras menores de 12 anos têm obesidade e 33,5% das crianças com idade entre 5 e 9 anos têm sobrepeso. O recente documento “Panorama da Segurança Alimentar e Nutricional na América Latina e Caribe, produzido pela FAO e Opas, da Organização das Nações Unidas, também mostra a mesma situação: estima-se que 7,3% das crianças menores de cinco anos estão acima do peso, com as meninas representando o público mais afetado.

“Acreditamos que o caminho não é fácil mas passa pela ampliação da discussão e da ação acerca da alimentação saudável, seja na escola pública ou na escola privada. Mudanças precisam acontecer em casa e na escola. As famílias precisam enviar merenda mais saudável e a escola também tem que oferecer opções mais nutritivas. A promoção da alimentação saudável depende de um esforço conjunto de famílias, diretores, coordenadores e educadores, poder público e mídia. O incentivo ao consumo de alimentos ultraprocessados é imenso. Precisamos agora mudar o jogo e promover a alimentação saudável na mídia e em todos os espaços onde a criança esteja”, explica a nutricionista Cláudia Dias.

Informações sobre o evento gratuito em BH:

Debate Alimentação Saudável na Escola – Da teoria para a prática”

Data: 22 de novembro de 2017 – quarta-feira

Horário: das 19h às 21h30

Local: Belo Horizonte – MG

(Espaço UFV – Rua Sergipe, 1087 – 3º andar – Savassi)

Realização: Rede Brasileira Infância e Consumo – BH

Inscrições gratuitas e limitadas aqui

Evento no Facebook (acesse aqui)

 

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